Você sabe o que é Abandono Digital e que existem leis responsabilizando pais por esse comportamento?

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Você sabe o que é Abandono Digital e que existem leis responsabilizando pais por esse comportamento?

Muitos pais se sentem seguros com os filhos dentro de casa em seus quartos com seus tablets, computadores e smartphones, porém esquecem que a Internet é um território aberto, que expõe crianças e jovens, como se estivessem na rua conversando com estranhos.

Este, entre outros temas, foram abordados pela advogada Patrícia Marangoni em palestra aos pais Michelinos dos segmentos Fundamental – Séries Iniciais e Finais e Ensino Médio, no dia 3 de abril.

Ela explicou que a lei determina aos pais o dever de vigilância. Não se trata de uma faculdade, mas sim, de um dever legal a ser exercido por aqueles que detém o poder familiar. Além disso, ponderou que pode haver responsabilização judicial dos pais nos casos de negligência ou omissão para com os filhos menores que, fazendo uso da internet, cometem atos ilícitos.

“A partir do momento em que eu dou um “smartphone” com acesso à internet para uma criança ou adolescente eu estou sendo responsável por tudo o que ele faz com essa tecnologia, sejam comentários ofensivos em redes sociais, invasão de contas de outras pessoas, compartilhamento de conteúdos falsos ou impróprios. Por isso é importantíssimo que os pais monitorem o que os filhos fazem na internet”, declarou a advogada.

Dentre os perigos também estão acesso a sites inadequados, prática de cyberbullying e os desafios voltados para adolescentes, incitando-os a cometer atos perigosos.

Recentemente veio à tona, novamente, o assunto da boneca Momo, com a informação de que ao acessar o Youtube Kids ela aparecia no meio dos vídeos. “Nada do que foi noticiado, relacionado aos vídeos no Youtube ou Youtube Kids foi confirmado. Inclusive a própria plataforma já se manifestou negando o ocorrido. Na realidade os vídeos circularam pelo whatsapp, e alguém, sabe-se lá por que razão, em algum momento, falou que era um vídeo do Youtube. Mas, até o momento, nenhum link de vídeo com essa situação foi apontado de fato. A notícia então é, em parte, boato, que, como tudo na internet acabou se espalhando, rapidamente, deixando pais preocupados e crianças com medo”, destacou.

A advogada salientou a importância do monitoramento por meio de bloqueios de sites proibidos, opções de pesquisa segura, troca de senhas constantes, bloqueio de determinados aplicativos e o mais importante restringir o horário de uso das tecnologias. “Essa conscientização tem que partir dos próprios pais que só poderão cobrar se derem o exemplo”, finalizou.

Para ter contas em redes sociais a idade mínima é de 13 anos, mas isso não significa que o acesso não deva ser monitorado. A maioria dos adolescentes ainda não tem maturidade para utilizá-las, por isso a vigilância é fundamental.

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